
Título do trabalho: O ENSINO DE ENTOAÇÃO DE LÍNGUA INGLESA SOB A PERSPECTIVA MULTICULTURAL DA ABORDAGEM COMUNICATIVA
por ANA CRISTINA CUNHA
Resumo: Por vários anos, o ensino da fonologia supra-segmental da língua inglesa permaneceu no ostracismo, dando-se prioridade continua à instrução dos sons isolados da fala. No entanto, com as perspectivas e necessidades apontadas pela abordagem comunicativa no começo dos anos 90, chamou-se a atenção para uma instrução que levasse em conta detalhes nocional-funcionais da inteligibilidade, fluência e espontaneidade do discurso. Um dos grandes problemas colocados no ensino de entoação de língua inglesa tem a ver com a primeira língua do aprendiz. A entoação é parte da comunicação de atitudes e emoções – curiosidade para perguntas, certeza para declarações, estar no controle para comandos – que somente podem ser descobertas quando as pessoas estão interagindo e assim podem identificar os sentimentos envolvidos. Nem todas as culturas permitem certas liberdades ou restrições na demonstração desses sentimentos e é exatamente aí onde a interferência de aspectos prosódicos aparecem (CESSARIS & BOLINGER, 1991). O que se pretende fazer, em primeiro plano, é entender o papel multicultural da entoação dentro de perspectivas mais amplas das estratégias discursivas e encontrar formas de levar isso para sala de aula. Uma boa instrução de padrões entoacionais deve levar em consideração também o caráter multimidiático e tecnológico. Lembram daquela velha desculpa do aluno que está a aprender vocabulário novo? “Só entendo quando vejo a escrita”. Semelhantemente poderia haver a extração dos correlatos acústicos da entoação (freqüência fundamental e pitch range) através de um software que demonstrasse aos alunos a “forma da fala” como um recurso de compreensão e memorização de estrutura prosódica.
Mais informações sobre a programação geral do evento no site: http://www.flael.blogspot.com/